Não te fitar
Desviar a cara
Mudar de caminho
Dar meia volta
Voltar sozinha
Posso até
Ficar sem te ver
Só não posso
Te olhar como quem olha
Pra qualquer um
Porque tudo que você
nunca será
É um qualquer
Para mim
"Eu meio que escrevo no meio do dia, pra não ficar no meio de um beco sem saída. Nem em cima do muro que divide o mundo. Meio que escrevo quando não tenho outro meio de mudar o meu meio. Meio que escrevo pra não ser só um meio de mim!" Em forma de versos e prosas, pequenos fragmentos de existência por Déborah Amaral
_ O mundo é grande. _ eu sei, aprendi na aula de geografia. _ há sempre muita gente. _ unhumm..também sei alguma coisa de demografia. _ os dias passam rápido. _ e eu nao sei? Acaso eu mesma já não me assusto com a rapideza dos anos? _ amores resistem.. _ sei bem, tenho lá um lado poeta.. _ então, pra que essa cara de ais? Parecendo fingir que acredita que se morre de saudades? _ é que o mundo é que é grande, eu sou pequena..E só caibo no colo do meu bem
Estou nua De mim Da que eu fui Da que serei Da que te teve Da que te deseja Estou nua Como uma índia Na beira do rio Sem arco nem flecha na mão Estou nua Nada cobre minha pele Estou exposta ao sol e ao vento Não procuro sombra nem acalento Se chover Eu me molho sem temer resfriado Nem raio Joguei fora as velhas vestimentas Ainda não encontrei outras Não se preocupe Não quero que seja meu abrigo Só desejo que um dia você Também fique nu E despidos De passados e futuros Nossos corpos se encontrem Em algum presente
De tanto segurar a onda Aprendeu a surfar Nos mares da vida Não morre na praia Quem se afoga no amor
Eu estou interessada na poética da vida. Que é muito mais que a poesia dos livros. Embora, justica feita, seja essa, a que nos desperta,...