Estou nua De mim Da que eu fui Da que serei Da que te teve Da que te deseja Estou nua Como uma índia Na beira do rio Sem arco nem flecha na mão Estou nua Nada cobre minha pele Estou exposta ao sol e ao vento Não procuro sombra nem acalento Se chover Eu me molho sem temer resfriado Nem raio Joguei fora as velhas vestimentas Ainda não encontrei outras Não se preocupe Não quero que seja meu abrigo Só desejo que um dia você Também fique nu E despidos De passados e futuros Nossos corpos se encontrem Em algum presente
"Eu meio que escrevo no meio do dia, pra não ficar no meio de um beco sem saída. Nem em cima do muro que divide o mundo. Meio que escrevo quando não tenho outro meio de mudar o meu meio. Meio que escrevo pra não ser só um meio de mim!" Em forma de versos e prosas, pequenos fragmentos de existência por Déborah Amaral
sábado, 15 de diciembre de 2018
Nua
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