Às vezes quero ser amiga com a sutileza de uma de borboleta.
Que passa com seu voo, sem quase sem se fazer notar. Mas quando se nota, que encanto! E quando se olha novamente, já se foi. Outras vezes, quero viver com a presença de um cão amigo. Daqueles que os homens da roça têm em casa. Sem as frescuras dos cachorros da cidade. Quero apenas ser um companheiro pra ir campear o gado. Ganhar um afago e um osso, com um pedaço da carne, como agrado, e sairmos pra passear sem coleira.
Mas também tenho meus dias de gato, em que quero ir encostando, com miado manso, até que possa subir no colo.
Outra hora, quero ser cavalo, e carregar meus amigos e seus pesos, para aliviar-lhes a viagem.
De vez em quando, eu quero ser vaca, para poder alimenta-los de meu próprio leite pela manhã, e no resto do dia, ruminar em paz, debaixo da sombra da árvore que ninguém plantou. A natureza que fez.
Tem também os dias em que estou galo do terreiro, e ainda madrugada, com todo meu canto, convido-os a despertarem e aproveitarem o dia!
Mas nos domingos, eu só quero ser amiga gente, dessas com intimidade pra chegar pra almoçar sem avisar e comer frango caipira.
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