"Estou sempre de costas
Para o que eu faço"
Miguel Gontijo
Para o que eu faço"
Miguel Gontijo
Há palavras
Que ficam rondando
Na minha cabeça
Rodopiam, fazem danças
Em vez de sinapses
Pulam as catracas de meus neurônios
Criam forma, aprontam algazarra
Eu tranco a porta ligei
Rodo a chave apressada
Preciso ir pra rua
Viver histórias
que não sejam inventadas
Não quero mais uma noite
De página em branco
A poesia grita que eu espere!
Me faço de surda
Cantarolo feito criança
Quando faz birra
Mas o táxi demora
E eu não tenho remédio
Já fiz este poema
Ainda do lado de dentro
Do portão
Olhei pra trás
E a poesia
Me acenava pela janela
Com ares de deboche pela sua vitória
Mostrei-lhe o dedo
Como fazem velhas amigas
Saí rindo
Ela entrou pra dentro
Que ficam rondando
Na minha cabeça
Rodopiam, fazem danças
Em vez de sinapses
Pulam as catracas de meus neurônios
Criam forma, aprontam algazarra
Eu tranco a porta ligei
Rodo a chave apressada
Preciso ir pra rua
Viver histórias
que não sejam inventadas
Não quero mais uma noite
De página em branco
A poesia grita que eu espere!
Me faço de surda
Cantarolo feito criança
Quando faz birra
Mas o táxi demora
E eu não tenho remédio
Já fiz este poema
Ainda do lado de dentro
Do portão
Olhei pra trás
E a poesia
Me acenava pela janela
Com ares de deboche pela sua vitória
Mostrei-lhe o dedo
Como fazem velhas amigas
Saí rindo
Ela entrou pra dentro
BH, agosto/18
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