Aa penas aumentam Sempre Em relação inversamente proporcional Aos pães Pra quem tem fome Encarceram úteros Enquanto destroem vidas já aos nascer Era um velho clichê De que aos pobres Só se aplicavam Código Penal e CLT Acharam que estava muito Cortaram a CLT Tão mais fácil governar Tendo o medo do prato vazio e as celas cheias Como maiores aliados Aprisionam utopias Querendo nos fazer crer Que não há o que fazer Porque sabem Mais do que nós Do que somos capazes
"Eu meio que escrevo no meio do dia, pra não ficar no meio de um beco sem saída. Nem em cima do muro que divide o mundo. Meio que escrevo quando não tenho outro meio de mudar o meu meio. Meio que escrevo pra não ser só um meio de mim!" Em forma de versos e prosas, pequenos fragmentos de existência por Déborah Amaral
martes, 18 de diciembre de 2018
Do que somos capazes
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